sábado, 2 de maio de 2015

Evitar a dor


Não posso te ver assim,
sem me envolver, fica o desejo...
Anseio veemente calar a injustiça que te atinge.
Eu que andava por aí, ingenuamente.
Protótipo pressuposto da alienação,
total ausência de Integração com o mundo.
Realidade proveniente de uma tradição.
Ao perceber-me, a limitação me assombra.
Sendo assim, não me ocupo com as lágrimas,
elas de fato precisam rolar ao seu tempo.
Até pela carência de outra forma de expressão permissível.
Ainda, consequências do irremediável retratam a dor.
Ao contrário, me detenho nas sementes e terreno que se projetam,
de onde é necessário trabalhar a ausência.
Evitar, portanto, a dor por meio da ação desinteressada.
Pois, a variedade das flores e frutos vai depender do agir com equidade.


sexta-feira, 1 de maio de 2015

O bolo


Eu vou comer um bolo.
Quem fez?
A elite.
O bolo desce “goela abaixo”.
Why?
Because of my social position.
E é bom o bolo?
Isso não importa.
Eles empurram e o bolo desce, seco.
É, no entanto, extremamente importante os benefícios que esse alimento
proporciona ao meu organismo: eu me fortaleço e me atrevo a viver...
Ouso sonhar e me lanço, sem medo de errar, se caio, não permaneço no chão.
Vivo tentando portanto, ainda que me perca, meus cacos se recompõem.
E nessa constância de movimentos meu lado velho se vai e o novo se apresenta.

O bolo injetado tem já um sabor de manjar, incorporado ao meu ser, transformado.

sábado, 11 de abril de 2015

Qual é o segredo?


     O pensamento e a fala provocam, respectivamente, ação favorável ou contrária.
    Por meio do pensamento transformo desafetos em união. Ainda que envoltos na imperfeição, é fascinante o lúdico encanto do flores e abraços ao diferente, a colheita dos frutos precede a conclusão do processo, o que evidencia uma congruência dos sentidos.
    Ao tempo que a fala pode impactar a minha força de atuação. À espreita de uma suposta falha a oportunidade se instala, ouve a expressão do meu ponto fraco e articula empecilhos, tentativa de desvincular-me do propósito exposto.
    O caminho, portanto, é permeado de encontros e desencontros, o segredo é um balanceamento entre o pensar e o falar, distinguir dentre os obstáculos camuflados o propósito genuíno, ainda, plantar e colher dentro das estações adequadas desinteressadamente.

terça-feira, 31 de março de 2015

Hei!


Há! Você se importa, embora não expresse a dor, a sente, eu sei.
Diante das limitações da realidade imposta, recua e emudece, portanto.
Isso não significa desistir de lançar a semente, arremessa-a regularmente.
Ainda, aposta na mudança individual, rega as flores por meio de sua dialética.
No entanto, sua sabedoria desenvolveu essa prudência que prevalece e te silencia.

O nosso olhar te acompanha nas adversidades, aguardamos sempre a sua opinião.
Acreditamos na sua concepção intelectual emanada na formação de juízo circunstancial.
É necessário, portanto, certificar a permanência dessa luz radiante... Vigiar.
O nosso alimento inspirador, nos diferentes aspectos da vida.



sexta-feira, 27 de março de 2015

Uma luz


O coração que se distingue dentre os iguais cintila despojado.
Ele fica o tempo necessário para fazer o que tem de ser feito e se vai.
E de onde quer que esteja arremessa luz aos seus seguidores.
Desperta o querer individual, trilhamos assim caminhos diferentes.
Os raios desinteressados tem o propósito de fortalecer, jamais ofuscar ideias.

Esse coração que se foi, embora viva, não volta... Optou pelo distanciamento.
No entanto, permanece o marco, a esperança infinita do outro discernir, de poder ser.
Ainda que não haja brilho igual, basta existir esse legado para fazer refletir.
Tal como uma estrela distante, a ser contemplada e jamais tocada.
Assim é possível, portanto, sentir e absolver essa essência resplandecente.



quinta-feira, 26 de março de 2015

A percepção do outro



Ao observar a criação deixo fluir por um momento ímpetos de abraçar, pela harmonia do entendimento.
Então o meu ouvir se abre em pontes para que o novo se apresente. Envolvo-me, portanto, numa empatia inerente.
Não busco acabar com sonhos, ainda que eu não compreenda a essência peculiar de alguns.
Pois, meus projetos são embriões da base atribuída ao modelo proposto, com ênfase nas diretrizes de uma pluralidade existencial.
Conviver com essas diferenças, portanto, é liberar o acesso ao conhecimento por meio de ações compartilhadas.
E o agir desinteressadamente é uma condição básica para conferir com equidade os meios necessários ao êxito individual. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Amor...



Busco a definição de amor...
Me reporto aos clássicos, Platão aponta pistas.
Ouço os contemporâneos, teorias se alongam,
desde uma condição material à espiritual.
Ainda que seja controversa a experiência na prática,
futilidade, distanciamento e indiferença,
sem dúvida, a hipocrisia sobrepuja os relacionamentos.
Concluo forçosamente que o amor não se exprime a contento.
No entanto, sentir ou não amor por outrem é o primeiro aspecto insinuado. 
E o segundo ângulo proposto é acerca do critério de escolha do amor que 
ocorre de forma aleatória e por tempo indefinido, de atuação ilimitada. 
Experimentar, portanto, é a porta da busca.