Enquanto o céu e a terra se reconciliam por meio das águas,
é salutar a reflexão humana:
Ora, diante da imensidão terrena, onde o ar ainda é suficiente,
delimitar espaço e limitar atitudes é extremamente necessário para a eficácia
nos relacionamentos.
Separar aspectos sociais públicos dos privados facilita o
entendimento do ponto de vista contábil, essencial na prestação de contas.
O pertencer individual não pode ultrapassar possibilidades
de consumo em vida, até porque a expectativa para o amadurecimento humano é de algo
em torno de 120 anos. Ao tempo que o investimento público permanece de acordo
com o contrato coletivo pré-estabelecido. Daí o que se percebe é a ausência de
critérios transparentes nas decisões. Ausência de ética na exposição do indivíduo,
vulnerável aos arquétipos, ou por outro lado ao conselho de outrem.
Ocorre assim o assujeitamento circunstancial. Mediadores
podem ou não agir de maneira desinteressada. É assustador, no entanto, vamos
combinar: não pode um único ser definir o bem comum, a pluralidade deve prevalecer
na preservação de interesses arduamente adquiridos ao longo de uma história.

